bloody me

acordei esvaída em sangue, muito sangue. sangue por todo o lado num raio de 15 cm. cheiro a sangue num raio de 0,5 km.
depois da tarde de ontem, após várias cabeçadas no espelho da casa de banho e a repetição frenética de um mal nunca vem só, decidi não fazer nada. absolutamente nada. cuecas no sítio, calções subidos e apertados e bora lá fazer de conta que não se passa nada. até a coisa começar a escorrer e ameaçar tornar-se visível e o dito do papel higiénico enrolado tenha sido obrigado a fazer de o.b. dos grandes, que me recuso a pôr antes de qualquer banho.
passado o banho e o dito enfiado no sítio certo, sentei-me no meio do vapor com cheiro a lavanda e deixei-me ficar a pensar nos imprevistos da vida. não que esta coisa que agora se depositava num algodão retorcido em forma de foguetão fosse propriamente um imprevisto. em situações normais era hiperprevisível, na mouche mesmo, mas depois de dois meses sem dar à costa acho que posso considerá-la imprevisível, como todas as coisas para as quais não me preparo. e a frase alterou-se para há males que vêm por bem, sem repetição frenética mas com uma sensação de alívio porque afinal ainda funciono.

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