confissão

depois de ler saramago furiosamente durante alguns meses, completando um total interessante (interessante por não ter sido intercalado, nem simultaneado, com nenhum outro escritor) de livros lidos do nobel que ainda não era nobel, e que nem se falava que poderia vir a ser (ou seja, já foi há uns tempos), parei. guardo os meus saramagos em linha nas suas capas creme de outros tempos da editora que o edita. agora, possuidora da viagem do elefante (e sim, também me ofereceram a cronobiografia do senhor escritor), simultaneio a sua leitura com o senhor de ontem e com uma senhora que nunca tinha lido e que não sei se voltarei a ler. ao avançar das linhas lembro-me dos porquês: de tê-lo lido gulosamente e de tê-lo interrompido embuchada. vou lê-lo com a calma do elefante e vou ler só este. vou deixar-me gulosa para outros, noutros anos.

não há vento, porém a névoa parece mover-se em lentos turbilhões como se o próprio bóreas, em pessoa, a estivesse soprando desde o mais recôndito norte e dos gelos eternos. o que não está bem, confessemo-lo, é que, em situação tão delicada como esta, alguém se tenha posto aqui a puxar o lustro à prosa para sacar alguns reflexos poéticos sem pinta de originalidade.
josé saramago, a viagem do elefante (fragmento)

3 comments


  • sininho

    juro, até ao fim do mundo <>by<> amy bloom. não é <>pink<> mas é banal.


  • Juro

    Fiquei curiosa: quem é a Sra que nunca leste e que não sabes se vais voltar a ler?</></>Tenho “apanhado” algumas assim!</>autoras de literatura cor-de-rosa, não?


  • Cláudia Abreu Antunes

    ’Tou desejosa de ler esse livro…nao gosto do Sr. mas gosto do que ele escreve!


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