sopra a vela

porque é que nos dias em que estou mais carregada há sempre mais qualquer coisa para carregar?
à mala que vem ao ombro acresce a pasta do computador, duas mochilas da escola com toalhas e fatos de banho molhados, bonecos e brinquedos não suficientemente pequenos para caberem num dos anteriores e que devem ser levados à mão, no sovaco ou nos dentes... o saco do ginásio esquecido há uns dias no carro, o correio acumulado com cartas para um destinatário que não eu mas da minha responsabilidade, uma cartolina para um trabalho de férias suficientemente grande para se desenhar uma baleia, das grandes, que tem de ser iniciado hoje... o saco da praia com baldes e formas e a toalha de praia que faltava, um par de socas porque hoje é o dia em que se pode andar de patins dentro de casa... e quando parece estar tudo empilhado e equilibrado e, embora seja um número arriscado, parece estar tudo preparado, o porta-chaves onde está o comando da garagem que não pode ficar aberta está no tejadilho do carro respectivo. não há mãos nem dentes para o agarrar. não há pé que se eleve a tal altura. a mais velha e a mais nova são demasiado baixas para lá chegar...

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