work in progress


luanda reconstrói-se e espalha placas de aviso antes, durante e depois das obras. a cor da terra varia e o pó que se espalha tem sabores diferentes.
a caminho de talatona, acabei por ver a terra vermelha, com sabor a «morango», depois de ter comido pó creme durante quatro dias.
onde o pó assenta há lama e acumulação de água e abanca-se a fazer mercado, entre os despojos da feira do dia anterior, a água estagnada, e os dejectos de homens e cães. a carne crua é exposta em tabuleiros e vendida ao sol; o pão é transportado à cabeça e absorve o pó. o pó faz sede.
sozinhas no carro, um miúdo com 6 anos, no máximo, bate no vidro e tenta abrir as portas para pedir água às «madrinhas». está descalço, muito descalço; sujo, muito sujo. como qualquer criança com seis anos quando houve um não, insiste como se não tivesse ouvido.
a reconstrução da minha luanda segue corajosa. há tanto para fazer!

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